O verdadeiro arrependimento se deve pelo coração quebrantado
por transgredir as Leis de Deus, assim ofendendo o próprio Deus. Um exemplo de
arrependimento verdadeiro está em Salmos 38. O salmista disfere palavras
infelizes a respeito de seu estado, assim, podemos sentir o que ele sente, o
seu fardo e seu pesar.
“...as minhas culpas me afogam; são como um fardo pesado e
insuportável. Meu coração palpita, as forças me faltam; até a luz dos meus
olhos se foi.”
“... escuta a minha oração, Senhor; escuta meu grito de
socorro; não sejas indiferente ao meu lamento.”
Percebe-se, nesses versículos, que o arrependimento chega a
ser insuportável demais, e cada palavra ao Senhor, se torna um pedido de
socorro, um grito.
Mas, veja, o arrependimento falso não produz tal coisa. O
arrependimento falso, por maioria das vezes, se deve ao medo de condenação. A
condenação é algo terrível? Sim, claro, pois é a Ira divina do Deus Altíssimo
sendo revelada em sua plenitude. É algo de se espantar? Sim, é. Mas, entendam,
a pessoa não deve se arrepender de seus pecados por medo de condenação (mesmo
que isso, de certa forma, dê um ponto à mais em nossas orações), pois a ira foi
tomada por Cristo na cruz, assim, não há mais condenação aos santos de Deus. O
arrependimento deve-se acontecer quando a pessoa peca e toma consciência de uma
coisa: eu pequei e nisso eu transgredi as Leis do Deus Eterno, assim, me
rebelei contra meu Jesus, O qual morreu na cruz para que eu não estivesse em posição de ira.
O sentimento de culpa se torna real quando você vê, percebe,
simplesmente nota, que no ato de se rebelar contra Deus, você O desagradou. Você, de certa forma, fez o sacrifício de Cristo na cruz, uma coisa “vã”. Não que isso seja possível, de forma alguma é o que quero dizer. Meu ponto aqui é: quando você escolhe pecar, você está rejeitando conscientemente Cristo, e isso é terrivelmente errado.
A condenação sempre vai estar presente em nossas pregações,
orações e conversas, pois ela é certamente necessária, e ela é revelada de forma clara nas Escrituras. Mas existe boas-notícias por trás dessa Ira, existe Cristo, e quando O ocultamos de nossas mensagens, estamos sendo hipócritas e egoístas.
Pregar sobre condenação é certamente algo necessário, só
que, condenação sem boas-novas, sem arrependimento genuíno, não passa de história de terror, que ao
invés de levar a salvação, leva ao tormento. Porque, atrás de todo sermão a respeito da Ira Divina, deve vir, em processo, todo o amor do Salvador para com pessoas totalmente depravadas.
“Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a
salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte.”
(2Corintios 7.10)